domingo, 24 de maio de 2009

BUDAPESTE É AMARELA

A publicidade do filme, e ao lado, a capa do livro "Budapeste"


A frase do título deste post, foi o que me chamou atenção no trailler do filme. Você pode perceber que o narrador descreve Budapeste sendo cinza, mas depois que a conhece, ela se torna amarela.
Para quem não sabe, a obra literária de Chico Buarque, "Budapeste", acaba de ganhar uma versão cinematográfica. O diretor é Walter Carvalho, um dos maiores fotógrafos do cinema brasileiro ("Carandiru" leva sua assinatura). Como protagonistas da história, temos, Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e a húngara Gabriela Hámori.


A estréia está marcada para o próximo dia 22 de maio.
Fazendo uma rápida sinopse, retirada do site "Último Segundo", o filme e livro contam a história de José Costa (Medeiros), um ghost writer (significa aquele que escreve para alguma personalidade, que só assinada a obra depois de pronta) que, devido a circunstâncias inesperadas, vai "dar em Budapeste". A frase, que rendeu piadas na época do lançamento do livro, no filme aparece ligeiramente alterada: Costa vai "parar em Budapeste". Mas essa é uma das raras alterações em relação à obra escrita por Chico.

"As poucas mudanças que fizemos foram fiéis ao imaginário criado pelo Chico", acredita Rita Buzzar, produtora e roteirista do longa. Foi ela quem, depois de ler o livro, correu atrás dos direitos de adaptação. "Demorou um tempo para convencê-lo", revela. "Mas o Chico foi bastante generoso e inclusive leu o roteiro inteiro duas vezes", conta. Segundo ela, ele "ficou de acordo com todas as alterações".

Tanto ficou que inclusive concordou em fazer uma ponta no filme. É uma cena de poucos segundos em que ele não chega a falar vinte palavras. Mas são todas em húngaro, o que rendeu um dia inteiro de ensaios, segundo contou o autor no material de divulgação do filme. Chico também aparece na trilha sonora do longa, com uma versão em húngaro de "Feijoada Completa" feita pelo grupo Toque de Prima.

E não é apenas Chico quem fala húngaro no filme - cerca de metade do longa é falada nesta língua que, segundo um ditado, é a única que o diabo respeita. As filmagens se passam no Rio de Janeiro e em Budapeste - as filmagens na capital húngara levaram quatro semanas, com mais uma de preparação.
Para você que leu tudo isso, vale ficar mais curioso vendo o trailler abaixo.




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