
Darei uma dica para quem gosta de documentários. Neste ano, a lei da anistia comemora 30 anos, e aproveitando a ocasião, a cinemateca exibirá documentários sobre a ditadura militar, uma oportunidade para refletir como os tempos de repressão deixaram suas marcas nos dias de hoje.
Documentários que serão exibidos:
Em nome da segurança nacional, de Renato Tapajós São Paulo, 1984, 16mm, cor/pb, 48’A prestação de contas com os anos de chumbo é o tema do documentário, que registra o Tribunal Tiradentes, evento sem valor jurídico realizado no Teatro Municipal de São Paulo para “julgar” a Lei de Segurança Nacional. Intercaladas a cartelas contendo os artigos desta lei, encenações ficcionais ilustram acontecimentos comuns durante a ditadura.
Jardim de guerra, de Neville d’AlmeidaRio de Janeiro, 1968, 35mm, pb, 90’Joel Barcellos, Maria do Rosário Nascimento Silva, Vera Brahim, Ezequiel Neves. 16 anos.Um jovem amargurado e sem perspectivas apaixona-se por uma cineasta e é injustamente acusado de terrorista por uma organização de direita que o prende, interroga e tortura.
No olho do furacão, Toni Venturi e Renato Tapajós São Paulo, 2003, 35mm, cor, 52’ Exibição em DVD ou DV CamA vida na clandestinidade dos militantes da guerrilha urbana contra a ditadura militar que dominava o país no final dos anos 60 e começo dos anos 70.
15 filhos, de Maria Oliveira e Marta NehringSão Paulo, 1996, vídeo, cor/pb, 20’ Exibição em DVDOs horrores cometidos durante a ditadura militar narrados por filhos dos presos políticos, que contam traumas nunca superados.
Vala comum, de João Godoy São Paulo, 1994, 16mm, cor, 32’ Exibição em DVDA triste história da repressão vivida no país após o golpe militar de 1964, tendo como ponto de partida a localização de uma vala clandestina com mais de mil ossadas em Perús (SP).
Você também pode dar um presunto legal, de Sérgio MunizSão Paulo, 1971-2006, 35mm, 39’ Exibição em DVDUm retrato do Esquadrão da Morte em São Paulo, visto como um ensaio para a repressão política que veio a seguir, baseada na tortura e no extermínio.
A cinemateca brasileira foi fundada em 1940 por jovens estudantes de filosofia da USP, e foi incorporada ao governo federal como um órgão do Ministério da Educação e Cultura (MEC). A cinemateca possui o maior acervo de imagens em movimento da América Latina, que é composto por obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares, nacionais e estrangeiros, produzidos desde 1895. Também conta com um acervo de livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.
É a responsável pela restauração de seu acervo, pois possui um laboratório de restauração devidamente equipado para tal feito, sendo reconhecido pela FIAF como um exemplo para as cinematecas latino-americanas.
Um espaço tão legal, e tão respeitado pelo mundo deve ser apreciado por todos!!

0 comentários:
Postar um comentário